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DIAGNÓSTICO PARKINSON, E AGORA?

  • Foto do escritor: Marcelo Zalli
    Marcelo Zalli
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

após o diagnóstico o que saber?

idoso com doença de parkinson

O que o paciente e a família precisam saber após o diagnóstico


Receber o diagnóstico de Doença de Parkinson costuma gerar muitas dúvidas, insegurança e medo. É comum que pacientes e familiares pensem imediatamente em perda de autonomia, tremores intensos ou incapacidade futura. No entanto, a realidade é que o Parkinson evolui de forma muito variável entre as pessoas e, atualmente, existem diversos tratamentos capazes de proporcionar qualidade de vida por muitos anos.


O mais importante após o diagnóstico é compreender a doença, iniciar acompanhamento especializado e entender que informação correta faz diferença no controle dos sintomas e na evolução clínica.


LEIA MATÉRIA DO DR MARCELO SOBRE PARKINSON NO SBT NEWS

O que é a Doença de Parkinson?

--> A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente áreas do cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos.


Ela ocorre devido à redução da dopamina, neurotransmissor fundamental para coordenação motora.

Embora o tremor seja o sintoma mais conhecido, o Parkinson vai muito além disso.


Quais são os principais sintomas?

--> Os sintomas podem variar bastante de paciente para paciente.

Os mais comuns incluem:

tremor de repouso;

lentidão dos movimentos;

rigidez muscular;

dificuldade para caminhar;

alteração da postura;

redução do balanço dos braços;

alterações do equilíbrio.


Além dos sintomas motores, muitos pacientes apresentam sintomas não motores, que podem surgir anos antes do diagnóstico.

Sintomas não motores do Parkinson


Atualmente sabemos que o Parkinson não é apenas uma doença do movimento.

Entre os sintomas não motores mais frequentes estão:

constipação intestinal;

perda do olfato;

distúrbio do sono REM;

ansiedade;

depressão;

fadiga;

alterações cognitivas;

dor;

tontura;

alterações urinárias.

Muitas vezes, esses sintomas têm grande impacto na qualidade de vida.


O Parkinson tem cura?

Ainda não existe cura definitiva para a Doença de Parkinson. Porém, existem tratamentos muito eficazes para controle dos sintomas e melhora funcional.


Muitos pacientes mantêm vida ativa, independência e boa qualidade de vida durante muitos anos após o diagnóstico.


O que muda após o diagnóstico?

O diagnóstico não significa incapacidade imediata.

Na prática, os principais objetivos após a confirmação da doença são:

controlar sintomas;

preservar autonomia;

manter mobilidade;

prevenir complicações;

melhorar qualidade de vida.


O acompanhamento precoce faz grande diferença na evolução.


Quais são os tratamentos disponíveis?

O tratamento do Parkinson costuma ser individualizado.

Medicamentos

A levodopa continua sendo o principal tratamento para muitos pacientes.

Além dela, existem outras medicações que auxiliam no controle dos sintomas motores e não motores.


O neurologista define o melhor esquema conforme:

idade;

fase da doença;

sintomas predominantes;

rotina do paciente.

Exercício físico é fundamental


Hoje sabemos que atividade física regular é parte essencial do tratamento.

Exercícios ajudam em:

mobilidade;

equilíbrio;

força;

marcha;

cognição;

humor.


Entre as atividades frequentemente recomendadas estão:

caminhada;

musculação;

fisioterapia;

hidroginástica;

dança;

pilates;

treinamento funcional.

Sono, alimentação e saúde emocional


O tratamento vai além dos medicamentos.

É importante cuidar também de:

qualidade do sono;

saúde mental;

alimentação;

controle da ansiedade;

interação social.


O suporte familiar também exerce papel importante na adaptação ao diagnóstico.


Quando pensar em cirurgia?

Em alguns casos selecionados, especialmente quando surgem oscilações motoras ou tremores refratários, pode ser indicada a estimulação cerebral profunda (DBS).

A avaliação deve ser feita por neurologista especialista em distúrbios do movimento.


O Parkinson evolui igual em todos?

Não.

A velocidade de progressão varia bastante.

Alguns pacientes apresentam evolução lenta ao longo de muitos anos, enquanto outros possuem sintomas mais rápidos ou predominância de alterações específicas.


Por isso, comparações entre pacientes costumam gerar ansiedade desnecessária.

A importância do acompanhamento neurológico

O acompanhamento regular com neurologista especializado permite:

ajustes de medicação;

identificação precoce de complicações;

controle dos sintomas não motores;

melhora funcional contínua;

planejamento terapêutico individualizado.

Diagnóstico precoce faz diferença


Quanto antes o paciente recebe orientação adequada, maiores são as chances de manter independência, funcionalidade e qualidade de vida.

A informação correta reduz medos e ajuda o paciente a assumir papel ativo no tratamento.


Conclusão

Receber o diagnóstico de Parkinson pode ser um momento difícil, mas também representa o início de uma nova etapa de cuidados, tratamento e acompanhamento especializado.


Com abordagem moderna, atividade física, controle adequado dos sintomas e seguimento neurológico regular, muitos pacientes conseguem manter uma vida ativa e produtiva por muitos anos.


O conhecimento sobre a doença é uma das ferramentas mais importantes para enfrentar o Parkinson com segurança e qualidade de vida.




DR MARCELO ZALLI

NEUROLOGISTA BALNEÁRIO CAMBORIÚ

CRM 17333

MÉDICO NEUROLOGISTA EM SANTA CATARINA QUE ATUA EM PARKINSON EM DONÇAS NEURODEGENERATIVAS

 
 
 

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DR MARCELO ZALLI - NEUROLOGISTA - BALNEÁRIO CAMBORIÚ E ITAJAÍ. ÁREA DE ATUAÇÃO EM SANTA CATARINA NAS ESPECIALIDADES: 

MEMÓRIA E ENXAQUECA

PROFESSOR DE NEUROLOGIA - UNIVALI.  AGENDE SUA CONSULTA. 

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